Após 6 anos de sua formação o New Young Pony Club chega a fase mais complicada de uma banda: seu segundo disco.
Depois de 3 anos de espera e embaixo da sombra de um debut que deram a esses londrinos um lugar na crista da nu rave, The Optimist parece disposto a transgredir essa barreira definitivamente.
Fugindo do clichê que as colocaram no topo, o segundo disco conta com musicas mais elaboradas, longe dos hits de estréia, contando com um synth muito mais ascendente e ótimas linhas de baixo, além de uma sintonia totalmente perceptível.
A faixa que intitula o disco engaja bem esse novo passo na carreira do NYPC, é um grito sintetizado mostrando suas mais profundas influencias, é como uma ode em homenagem a Siouxie Sioux e a linha cinzenta e gótica do post-punk 80s.
Se por um lado The Optimist nos mostra um grupo mais maduro e uma vocalista no auge, também nos remete a um passo que talvez possa ser um pouco maior que suas pernas: deixar de lado boa parte das influencias do punk-funk, elemento que conseguiu dar um toque autentico ao debut da banda.
Em um resumo da opera o álbum tem tudo pra ser amado e odiado por muitos, mas o NYPC deu um importante passo rumo a consolidação e fugindo do abismo que segundos álbuns ruins ou clichês podem fazer com uma banda, com produção, distribuição própria e muita ousadia.
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